Microsoft pode ser a próxima empresa a alcançar $2 trilhões em valor de mercado

O mercado de ações dos EUA começou esse mês com tudo, com o S&P 500 já tendo subido 3% em apenas alguns dias. O desempenho ainda melhor foi da Nasdaq, a qual subiu cerca de 5% em relação ao mês de abril e agora está oscilando em torno de recordes históricos.

Pegando onda nesse momento está as ações da Microsoft. As ações da empresa de nuvem e software aumento o valor espantoso de 7% este mês, melhorando ainda mais o seu já forte desempenho nesse ano. A Microsoft está agora avaliada em $1,9 trilhão, o valor mais alto que ela já alcançou em todos os tempos.

Muito em breve, mais 5% de ganhos para ser mais preciso, as ações dessa gigante de tecnologia podem se juntar às ações da Apple no seleto grupo de empresas com sede nos Estados Unidos que valem mais de $2 trilhões.

O que pode lavar a Microsoft além dos $2 trilhões

Há algo peculiar no modelo de negócios da Microsoft. Ao contrário da Apple, por exemplo, cujas receitas vêm predominantemente do iPhone (cerca de metade das vendas totais), o Demonstrativo de Lucros e Perdas da Microsoft é muito mais diversificado.

Aproximadamente um terço dos resultados da gigante da tecnologia é produzido por cada um de seus três segmentos principais: produtividade de negócios (por exemplo, Office e Dynamics), nuvem inteligente (por exemplo, Azure) e computação pessoal (por exemplo, Xbox e Surface). Além disso, muitas das receitas da Microsoft são recorrentes e um tanto previsíveis por natureza – pense em assinaturas de software em nuvem e LinkedIn, por exemplo.

A estabilidade do modelo de negócios da Microsoft provavelmente explica por que as ações tem sido as menos irregulares dentro do grupo FAAMG. A volatilidade anual nos últimos cinco anos, desde a época em que o CEO Satya Nadella assumiu a empresa, tem sido de apenas 18% – contra os 28% das ações da Amazon e da Apple.

Por esse motivo, é improvável que uma grande variável ou evento impulsione as ações da Microsoft além da marca de $2 trilhões. Em vez disso, provavelmente será uma combinação de fatores que devem incluir:

  1. Mudança temporal para soluções em nuvem devem aumentar as receitas de infraestrutura em nuvem e provavelmente expandir as margens de software;
  2. Uma mudança nos hábitos de trabalho que favorece o home office, uma vantagem para ofertas de produtividade empresarial como armazenamento em nuvem e Skype;
  3. A tendência do tablet como PC que favorece o Surface;
  4. O novo ciclo de console de videogame que foi recentemente iniciado com a tão esperada introdução do Xbox Series X/S.

À medida que a Microsoft se aproxima do valor de $2 trilhões, pode-se perguntar se o marco tem algum significado. Poderia os investidores serem afetados pelo quão perto a ação chega desse número? Poderia ele diminuir ou, em vez disso, obter um impulso além desse valor em direção a novos patamares?

A julgar pelo histórico recente, é plausível que a marca de $2 trilhões possa ter um impacto psicológico sobre os investidores. Considere as ações da Apple.

As ações da empresa subiram rapidamente, ultrapassando os valores de $2 trilhões em agosto de 2020. Mas então, elas foram negociadas dentro de uma faixa estreita, nunca ultrapassando a marca de $2,4 trilhões e caindo abaixo de $2 trilhões várias vezes nos últimos seis a oito meses.

As ações da Amazon, por outro lado, nunca chegaram ao valor atual de $1,9 trilhão da Microsoft. Mas nos últimos nove meses ou mais, as ações dela parecem ter dado uma reviravolta e caindo sempre que atingem o nível de $1,7 trilhão.

Isso pode ser um sinal de que os investidores podem hesitar em avaliar o patrimônio de uma empresa perto ou acima de $2 trilhões. Resta saber se as ações da Microsoft enfrentarão os mesmos desafios ou se apenas ultrapassarão o marco.

FONTE: THESTREET

Roger

Grande fã de jogos e filmes. Sou apaixonado pelas franquias GTA e The Witcher, as quais considero minhas favoritas, porém também sou um grande fã das sagas Resident Evil e Minecraft.