Análise | Halo Infinite

Análise | Halo Infinite - Gaming Lab

Halo Infinite: (Ainda não é) o Halo definitivo


Depois de mais de um ano de adiamento e várias polêmicas, finalmente Halo Infinite chegou ao mercado. Chega com a missão de celebrar os 20 anos de franquia e da marca Xbox, e também de ser o maior lançamento do ano por parte da Microsoft. E eu diria que o jogo realizou muito bem os dois objetivos.

Desde seu anúncio, é muito comum reduzirmos Halo Infinite a um ‘Halo de mundo aberto’ (Que deu certo, inclusive), mas após o seu lançamento, percebemos que o novo jogo da 343i é muito mais do que isso. Além de ser o melhor jogo do estúdio, Infinite também reinventa a experiência de Halo de uma maneira que tanto promove um resgate dos primórdios da série quanto inova e estabelece uma base muito promissora para o futuro.

E para mim, essa é a palavra que define esse jogo: futuro. O que foi plantado para o futuro do jogo é ainda maior do que o que já foi apresentado. Vale ressaltar que a ideia é que Halo Infinite seja a plataforma de jogos da franquia por pelo menos, os próximos 10 anos.

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(Imagem/Gameplay – Gaming Lab)

História:

O jogo segue os acontecimentos de Halo 5: Guardians e principalmente de Halo Wars 2. Sem muitos spoilers, o jogo continua(E finaliza) o arco da Cortana, além de mostrar um anel completamente dominado pelos Banidos, com o Master Chief tendo o objetivo de retomar o controle para a UNSC.

Mas você precisa jogar os jogos anteriores para entender Infinite? Por incrível que pareça, não. O jogo segue uma narrativa bastante fechada em seus personagens principais: Master Chief, A Arma e Fernando Esparza(Carinhosamente chamado de Brohammer pelo fandom). Além disso, dá bastante contexto sobre os acontecimentos passados.

Obviamente, para um entendimento completo da trama, é recomendado que se jogue não apenas os 2 jogos anteriores, mas a franquia inteira. Halo é bastante famoso por possuir uma lore extensa e complexa, mas eu vejo que a 343i conseguiu simplificar o máximo possível em Infinite, e isso é um mérito enorme da empresa.

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(Imagem/Gameplay – Gaming Lab)

Mundo aberto:

Sempre foi dito que o coração de Halo é o Master Chief, e eu concordo fortemente com isso. Mas em Infinite, não dá pra ignorar seu mundo aberto, que é um dos(Se não o) grandes diferenciais desse jogo dos demais da franquia. O Zeta Halo é muito bem construído, sendo uma parte importantíssima da narrativa e que junto das novas mecânicas de RPG acrescidas ao jogo, tornam sua exploração extremamente satisfatória. O mapa possuiu diversas atividades dos mais diferentes tipos, como bases para conquistar, fortes dos Banidos para destruir, esquadrões para salvar e etc.

O jogo também conta com um sistema de alvos, onde vários “mini-chefes” estão espalhados pelo mapa, onde você libera uma arma especial sempre que derrota um desses chefes, o que torna a batalha extremamente recompensadora. O mais incrível disso tudo é que a grande maioria dessas atividades secundárias agregam consideravelmente para a história principal, principalmente as fortificações dos Banidos, o que torna a exploração além de satisfatória, intrigante. Não é um mundo aberto inovador e nem de proporções gigantescas, mas foi uma novidade extremamente bem vinda para a franquia.

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(Imagem/Gameplay – Gaming Lab)

Gameplay:

Eu diria que esse é o grande destaque do jogo, ao ponto de considera-la a melhor gameplay de toda a franquia. O gunplay de todas as armas é extremamente satisfatório e bem feito, o que torna a gameplay fluída e viciante. É uma evolução natural de tudo que foi feito em jogos anteriores, mas com um grande diferencial que muda toda a dinâmica de combate e movimentação do jogo: o lança-arpéu. O lança-arpéu (Ou gancho. Chame como preferir) brilha tanto nesse jogo ao ponto de tornar as outras habilidades presentes no jogo completamente obsoletas.

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(Imagem/Gameplay – Gaming Lab)

Halo sempre teve um combate dinâmico e vertical, mas o lança-arpéu elevou isso para outro nível. Além do lança-arpéu, o Master Chief tem outras 3 habilidades: Um sensor de ameaças, um escudo posicionável e um propulsor, com todas elas podendo ser melhoradas utilizando ‘Núcleos de Spartan’. Todas as melhorias são significativas e notáveis, o que torna o sistema de RPG do jogo funcional, sendo mais uma adição bem vinda para a franquia.

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(Imagem/Gameplay – Gaming Lab)

Gráficos:

Esse aspecto foi a grande polêmica envolta desse jogo, sendo até mais comentado do que seu desenvolvimento extremamente turbulento. Durante o Xbox Games Showcase de 2020, a Microsoft mostrou a primeira gameplay de Halo Infinite, sendo ela uma versão pré-alpha e não finalizada do jogo. Porém, os gráficos estavam estranhos até para uma versão inicial de desenvolvimento, o que obviamente virou motivo de revolta e de piada nas redes sociais.

A gameplay estava cheia de problemas de texturas, de iluminação e também de renderização, o que fez com que o adiamento do jogo fosse algo inevitável. Depois de mais de 1 ano de adiamento, a melhora foi significativa? Foi, e muito. A grande melhoria se dá na iluminação, o que gerou um impacto positivo em todos os outros aspectos gráficos do jogo. O gráfico não é nada de outro mundo(Vale lembrar que o jogo também foi lançado para a geração passada), mas é extremamente bonito e convincente, tanto no mundo aberto quanto em cenários fechados.

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(Imagem/Gameplay – Gaming Lab)

Trilha sonora/Design de áudio:

Um dos primeiros passos para tornar uma franquia de entretenimento um sucesso é ter um tema musical reconhecível. Quando decidiu investir em Halo, a Bungie sabia disso como poucas empresas de games. Desde o início da história de Master Chief, a trilha sonora sempre foi algo marcante. O motivo é simples e pouco modesto: a empresa sempre tratou o jogo como algo épico, ainda que no começo ele não fosse. Isso se repetiu (e cresceu) nos games seguintes e com Halo Infinite não foi diferente.

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(Imagem/Gameplay – Gaming Lab)

A trilha sonora possui uma pegada melancólica e quase religiosa, que consegue fazer com qualquer coisa que você esteja fazendo seja extremamente épico. Entrando em outro tópico, o design de som de praticamente tudo dentro do jogo beira a perfeição. Isso porque a 343i utilizou de diversos efeitos práticos para a captação de som, usando até armas e veículos reais

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(Imagem/Gameplay – Gaming Lab)

O nível de qualidade do som das armas de Halo Infinite é algo que eu nunca havia visto em nenhum outro FPS, e com todos os outros sons do jogo seguindo o mesmo nível de qualidade, se tem uma atmosfera incrível e única.

Notas finais:

Para mim, Halo Infinite é o melhor jogo da franquia desde Halo 3 e se não fosse por alguns problemas, brigaria tranquilamente pelo posto de melhor jogo de toda a franquia. Porém, mesmo com mais de um ano de adiamento, o jogo ainda apresenta problemas técnicos e diversos recursos e funções ausentes em seu lançamento.

O jogo sofre de um pop-in agressivo, que traz um incômodo visual enquanto você joga. Além de que, na versão do Series S(A versão que está sendo analisada), o jogo sofre de algumas quedas de frames, de resolução e alguns travamentos. O jogo foi lançado sem RayTracing, sem coop e sem Modo Forge(Esses sendo modos clássicos da franquia que sempre estiveram presentes no lançamento). Daqui alguns meses, esta análise pode se tornar defasada já que tudo que foi citado será adicionado ao jogo posteriormente. Porém, não deixa de ser estranho o jogo estar em um estado tão embrionário em questão de conteúdo mesmo após um ano de adiamento.

Portanto, o jogo é tão bom que esses problemas acabam sendo contornados por quem joga. É um jogo épico e grandioso, sendo o Halo que os fãs esperaram por tanto tempo, e com certeza toda essa espera valeu a pena.

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(Imagem/Gameplay – Gaming Lab)

Recomendado

História: 9/10
Gameplay: 10/10
Gráficos: 8/10
Trilha sonora: 10/10
Design de som: 10/10
Parte técnica:
7/10

– Nota Geral: 9/10

Halo Infinite já está disponível no Xbox One, Xbox Series X|S e PC, além de também estar disponível para jogar no Xbox Cloud Gaming (xCloud).