Análise | Marvel’s Guardians of the Galaxy

Análise | Marvel's Guardians of the Galaxy - Gaming Lab

Guardiões Da Galáxia da Marvel: Das telonas pros videogames.

Depois do fiasco que foi o jogo dos Vingadores, o anúncio do novo jogo dos Guardiões da Galáxia deixou todo mundo com uma pulga atrás da orelha. Eu mesmo duvidei bastante que esse projeto daria certo devido ao retrospecto recente e demonstrações nada empolgantes. Felizmente, a Square Enix conseguiu dar a volta por cima e Marvel’s Guardians of the Galaxy é um EXCELENTE jogo.

Apesar de apresentar alguns probleminhas técnicos(E uma otimização pra lá de questionável), o jogo desenvolvido pela Eidos Montréal cativa e traz muitos elementos cinematográficos, fazendo com que você se sinta dentro de um filme do UCM(Universo Cinematográfico da Marvel). Se você já assistiu à pelo menos um dos dois filmes dos Guardiões da Galáxia, certamente vai identificar elementos desse universo logo nos primeiros minutos de jogo. Algo que influencia ainda mais nessa identificação é o fato dos dubladores do jogo serem os mesmos dos filmes. Raphael Rossatto, Priscila Amorim, Mauro Ramos, Duda Ribeiro e Mckeidy Lisita reprisam seus papéis como Peter Quill, Gamora, Drax, Groot e Rocky, respectivamente.

Análise | Marvel's Guardians of the Galaxy - Gaming Lab
(Imagem/Gameplay – Gaming Lab)

Mas apesar de todas as semelhanças com o UCM, o jogo tem uma história original e totalmente baseada nas HQs(Inclusive citando e referenciando vários acontecimentos dos quadrinhos, como a morte do Thanos ter sido ocasionada pelo Drax). A trama se passa em um período em que os Guardiões da Galáxia ainda são um grupo recém-formado, 12 anos após a Guerra Galáctica, travada contra a raça alienígena Chitauri, que causou estragos em todo o universo(Pelo menos, a parte conhecida dele). O jogo é um verdadeiro passeio por todo o universo cósmico da Marvel, visitando lugares icônicos como Lamentis, Xandar, Sakaar e Luganenhum, além de ter a aparição de diversos personagens conhecidos da editora, como Cosmo, Mantis e Adam Warlock.

A trilha sonora merece uma menção honrosa. É exatamente o que se espera de uma obra dos Guardiões da Galáxia. Toda inspirada nos hits da década de 1980, temos desde KISS e Tears for Fears até A-ha. Uma variedade de músicas e estilos (Claro, com a predominância do rock) que casa perfeitamente com os capítulos da história. Outro ponto que me impressionou foram as músicas originais. Por exemplo, “Zero to Hero”, da banda fictícia Star-Lord, criada apenas para o game, já faz parte da minha playlist pessoal. Aliás, Peter Quill decide assumir ‘Star Lord’ como seu pseudônimo no universo do jogo por ser superfã da banda.

Além da trilha sonora dos anos 1980, o game é bem-humorado, repleto de piadas e com diálogos engraçados. Há também elementos de RPG, que direcionam a ação e criam a sensação de estar no controle da narrativa. Nos momentos de tomar decisões essenciais, e até mesmo enquanto brinca com a equipe, suas decisões de diálogo moldam o desenrolar da história.

Análise | Marvel's Guardians of the Galaxy - Gaming Lab
(Imagem/Gameplay – Gaming Lab)

Apesar do Peter Quill ser o único personagem jogável, os outros Guardiões são essenciais tanto para a gameplay quanto para a narrativa, sendo eles de suma importância para o combate e resolução de puzzles, tendo focos narrativos períodicos para cada um durante a trama. É bem divertido e as mecânicas funcionam muito bem. Durante as batalhas, você controla Peter –  com suas armas espaciais e suas botas a jato -, mas ainda precisa dar ordens e motivar sua equipe. Quanto mais participativo o seu grupo, mais rápidas as lutas se tornam. O entrosamento do grupo faz com que seja realmente um jogo sobre um grupo de heróis, e não apenas um jogo do Senhor das Estrelas.

Sendo uma fã da Marvel, tendo a ser resistente com obras inspiradas nas HQs que pratiquem uma certa “ruptura” com o universo dos quadrinhos. Mas a história original do jogo cativa até mesmo os fãs mais exigentes. O enredo foge do óbvio, te põe para pensar e se retroalimenta de um conhecimento prévio da série, principalmente dos filmes e também dos quadrinhos, o que permitiu que o roteiro mergulhasse profundamente no passado dos personagens e apresentasse o lado “B” dos Guardiões. Simplesmente maravilhoso.

Análise | Marvel's Guardians of the Galaxy - Gaming Lab
(Imagem/Gameplay – Gaming Lab)

Mesmo com algumas questões técnicas a serem melhoradas, os gráficos são encantadores, o visual dos personagens convence e todo o contexto mecânico da gameplay, muito bem elaborado, diverte, e muito. É viciante. O padrão de qualidade é realmente Marvel. E não há nada mais satisfatório para um fã.

Recomendado

Gráficos: 9/10
História: 9/10
Jogabilidade: 7/10
Efeitos sonoros: 7/10


– Nota Geral: 8/10

O jogo está disponível para PS4, PS5, Xbox One, Xbox Series X/S, PC e uma versão por streaming no Nintendo Switch.