Os melhores jogos de 2021 pela Gaming Lab

Os melhores jogos de 2021 pela Gaming Lab

2021. Que aninho, hein?

Hoje trago para vocês a lista dos 10 melhores jogos que eu joguei esse ano. Nós somos uma equipe pequena, e mesmo que não fôssemos, é impossível para uma pessoa só jogar todos os jogos que saíram esse ano. Então a lista vai ser baseada inteiramente nas opiniões e experiências pessoais do seu redator favorito(Vulgo eu). Esse ano ficou ainda mais claro que procuramos nos videogames aquilo que não conseguimos encontrar no mundo real(Pelo menos no atual momento). A busca pela exploração, pela aventura e novas experiências e ideias. Praticamente um pouco daquilo que é tão difícil de encontrarmos em nossos quartos e casas, onde passamos tanto tempo esse ano. Então, acho válido falar dos jogos que me fizeram companhia e me ajudaram a manter a mente ocupada nesse período tão conturbado. Sem mais delongas, vamos para a lista.

  1. Back 4 Blood

Back 4 Blood é um jogo de tiro em primeira pessoa desenvolvido pelos mesmos criadores do lendário Left 4 Dead, a Turtle Rock Studios. O jogo foi lançado em 12 de outubro, chegando no mesmo dia diretamente no Xbox Game Pass. O simples fato de serem os mesmos desenvolvedores de Left 4 Dead já foi o suficiente para me fazer criar interesse pelo jogo. Antes do lançamento, a fase de testes e o período de beta do título surpreenderam a muitos, que consideraram que a Turtle Rock realmente tinha algo grande a oferecer na versão final do jogo.

De fato, Back 4 Blood me surpreendeu e muito. Para uma pessoa fã de Left 4 Dead, como eu, esse era o jogo que eu precisava depois de tantos anos. A gameplay é divertidíssima, e a atmosfera é perfeita. Tudo fica ainda mais divertido quando se joga em coop com os amigos, o que despertou um fator nostalgia ainda mais forte dentro de mim, onde eu era incapaz de desassociar o que eu estava jogando com Left 4 Dead. E pessoalmente, considero isso algo extremamente positivo.

9 hours in, Back 4 Blood is bloody brilliant | PC Gamer
(Imagem/Divulgação – Turtle Rock Studios)
  1. Little Nightmares 2

Muitas vezes, não é simplesmente um susto que torna um game realmente assustador. Uma jumpscare de um monstro pulando de repente no jogador pode ser eficaz, mas tem efeito a curto prazo. Quando se constrói uma atmosfera de horror, em um mundo bizarro mas com raízes da realidade, é que a gente sai perturbado de verdade. E é isso que Little Nightmares 2 faz, seguindo os moldes do primeiro título.

O novo jogo da Tarsier Studios tenta levar adiante a premissa do original e, também, chega com a proposta de adicionar elementos por meio de uma jogatina cominada. Plataformas, puzzles e mecânicas simples em uma visão 2D de um lindo e obscuro cenário contribuem para uma história que traz mais segredos e teorias para este universo. Novamente, o jogo não possui diálogos e todas as interpretações ficam por conta dos jogadores, o que adiciona camadas de subtextos e interpretações possíveis, que variam de acordo com suas experiências neste mundo sombrio.

(Imagem/Divulgação – Tarsier Studios)
  1. Death’s Door

Desenvolvido pelo estúdio indie Acid Nerve e distribuído pela Devolver Digital, Death’s Door é um jogo de ação e aventura, que entrega uma experiência profunda e desafiadora — não apenas por conta do gameplay, mas também por abordar um dos maiores medos da humanidade: a morte. Com chefões e vários puzzles, Death’s Door mostra uma forte inspiração em Zelda e Dark Souls em suas mecânicas e estrutura de mundo, e isso é ótimo. O jogo ainda brinca com um visual quase monocromático para destacar certos elementos ligados à narrativa. Isso é algo que também acontece com a trilha sonora, uma vez que as músicas sempre mudam para ditar o ritmo e influenciar os sentimentos de quem está com o controle em mãos.

Esse visual cativante encaixa muito bem com o tom da história, que aborda temas sensíveis de forma leve e até com toques de humor nos diálogos em alguns momentos. É aquele tipo de obra que consegue conversar com o jogador nos pequenos detalhes, seja se identificando com personagens, sendo tocado por algum diálogo ou envolvido por alguma trilha. Pessoalmente, foi difícil não me emocionar com a história do coveiro, por refletir sentimentos de perda que me foram familiares.

(Imagem/Divulgação – Acid Nerve)
  1. Marvel’s Guardians Of The Galaxy

Como já foi dito em nossa review sobre o jogo, Guardiões da Galáxia é tudo que o jogo dos Vingadores deveria ter sido. O jogo desenvolvido pela Eidos Montréal cativa e traz muitos elementos cinematográficos, fazendo com que você se sinta dentro de um filme do UCM(Universo Cinematográfico da Marvel). O jogo é um verdadeiro passeio por todo o universo cósmico da Marvel, visitando lugares icônicos como Lamentis, Xandar, Sakaar e Luganenhum, além de ter a aparição de diversos personagens conhecidos da editora, como Cosmo, Mantis e Adam Warlock. Tudo isso aliado a sua gameplay frenética e trilha sonora memorável, faz com que o jogo seja uma baita experiência tanto para o público mais casual quanto para os fãs mais árduos de quadrinhos.

(Imagem/Divulgação – Eidos-Montréal)
  1. Resident Evil Village

Achei que não fosse possível superar Resident Evil 7, mas eu estava enganado. A criatividade dos desenvolvedores da Capcom se mostra tão inspirada que, embora em sua superfície pareçam ideias manjadas (vampiros, lobisomens, etc.), são aplicadas da maneira mais inesperada e surpreendente possível no jogo. Como fã da série e do estilo de perspectiva em primeira pessoa, que funcionou muito bem para a ambientação na casa da família Baker, eu estava sedento por outro game com o mesmo estilo.

Village é uma montanha-russa com quatro loopings e um desfecho insano, sendo impossível não sair dessa experiência impactado. A claustrofobia de Resident Evil 7 é mantida, mas apenas em algumas áreas que demandam tal sensação angustiante, o que de forma alguma reduz a tensão de visitar o vilarejo decrépito e seus arredores. O jogo parece uma fusão de Resident Evil 4 e Resident Evil 7, dois dos jogos mais aclamados de toda a franquia. Obviamente, o resultado seria extremamente satisfatório.

(Imagem/Divulgação – CAPCOM Co., Ltd.)
  1. Forza Horizon 5

A forma como a Playground Games conseguiu produzir um jogo de corrida que é muito mais do que isso é realmente fantástica e algo que merece destaque. Desde o início, Forza Horizon 5 deixa claro seus objetivos: criar uma aventura memorável que combina visuais ultrarrealistas e premissas meio absurdas em um verdadeiro playground de possibilidades para se divertir. E falando em visual, não é exagero dizer que Forza Horizon 5 é um dos jogos mais bonitos da nova geração, se não for de fato o número um desse aspecto. O jogo não foge muito da estrutura e fórmula dos jogos anteriores, mas pra que mexer em time que tá ganhando? Através de uma grande variação de cenários e proporcionando exploração, aventura e diversão, junto com uma excelente gameplay, Forza Horizon 5 fica entre os melhores da franquia, se não for o melhor.

(Imagem/Divulgação – Playground Games)
  1. Halo Infinite

Sou um pouco suspeito para falar sobre Halo, afinal, é a minha franquia de jogos favorita de todos os tempos. Mas ao mesmo tempo que isso adiciona romantismo na análise, também adiciona um maior senso crítico. Como foi dito na nossa review sobre o jogo, Infinite reinventa a experiência de Halo de uma maneira que tanto promove um resgate dos primórdios da série quanto inova e estabelece uma base muito promissora para o futuro. Para mim, Halo Infinite é o melhor jogo da franquia desde Halo 3 e consequentemente, o melhor Halo feito pela 343i. Com uma trilha sonora impecável, lotado de mecânicas novas e com uma das melhores gameplays de toda a franquia, Infinite é um jogo épico e grandioso, sendo o Halo que os fãs esperaram por tanto tempo.

(Imagem/Divulgação – 343 Industries)
  1. Psychonauts 2

Psychonauts 2 chegou trazendo toda sua loucura mental em um jogo repleto de cores, bom humor, fases e muito, mas muito conteúdo para explorar, bem como a própria mente humana. A história estranha e maravilhosamente bem escrita de Psychonauts 2 está cheia de personagens interessantes e cheios de nuances pelos quais imediatamente me apaixonei. A Double Fine também fez um ótimo trabalho ao expandir este universo em direção a ameaças maiores e mais íntimas, sem perder as vibrações alegres de aventura infantil do original. A narrativa de Psychonauts 2 é repleta de reviravoltas e revelações, com Raz passando a maior parte do tempo viajando na mente das pessoas, e ajudando-as a superarem traumas. Cada pessoa é única, e cada mente também. Por isso, os cenários mudam completamente quando estamos viajando, e às vezes até as mecânicas de gameplay mudam.

A mensagem que Psychonauts 2 quer transmitir é clara: a necessidade de empatia. Raz é um personagem ingênuo e com bom coração, que ajuda seus companheiros a enfrentarem seus piores pesadelos sem reclamar ou pedir nada em troca. É como se ajudar os outros fosse parte de sua essência, ao passo em que ele também aprende um pouco mais de si mesmo em cada processo.
Estamos falando sobre doenças mentais em um jogo “infantil”, e senti que o jogo abordou o tema com leveza, bom humor e, sobretudo, muito carinho: em várias ocasiões, eu pude me identificar com alguns dos problemas que os personagens estavam passando — ou, pelo menos, tentar me colocar na pele (ou mente) deles.

(Imagem/Divulgação – Double Fine Productions)
  1. It Takes Two

It Takes Two foi produzido pelo estúdio indie Hazelight Studios e distribuído pela poderosa e amada(Contém altas doses de ironia) Eletronic Arts(EA). Dirigido pelo prestigiado e amado Josef Fares, It Takes Two é uma experiência única pensada exclusivamente na cooperação. Por isso, é impossível joga-lo sozinho(O nome do jogo é até bastante claro nesse aspecto). Prestes a se separar, os briguentos May e Cody caem num feitiço lançado por Rose, sua própria filha. Ela tenta, através das instruções do livro do amor, fazer com que seus pais se reconciliem e voltem a se amar. A magia transforma o casal em pequenos bonecos e agora será preciso superar as diferenças de qualquer maneira, pois, talvez assim, eles voltem aos seus reais corpos. Não é um enredo tão surpreendente, porém, combinado com a jogatina, ele se torna extremamente agradável.

Criador do GOTY 2021, It Takes Two, prefere "levar um tiro" do que adicionar NFT em seus jogos | Adrenaline
Josef Fares – Ganhador do GOTY(Jogo do Ano 2021) e fundador do Hazelight Studios

It Takes Two abusa de várias mecânicas, que as vezes você acaba se perguntando: “Qual o gênero desse jogo?”. É interessante notar como a jogabilidade se altera constantemente, porém, sem mexer na forma como comandamos os personagens e seus diversos equipamentos. A aventura pode se tornar em um jogo de luta, de nave, corrida, tiro e muitos outros gêneros, mas a simplicidade dos comandos faz com que os jogadores se adaptem rapidamente aos novos cenários e tarefas. Isso é tão natural e ao mesmo tempo tão surpreendente que é impossível não se encantar, tudo graças à tamanha criatividade como as coisas são aplicadas. O mais divertido é que cada jogador carrega objetos diferentes e, com isso, terão interações e tarefas únicas. Essa decisão de design equilibra o protagonismo dos personagens e já serve como fator replay. Mesmo tratando de um assunto profundo como o divórcio, o tom cômico se mantém continuamente. Em alguns momentos o casal até pode demonstrar pouco afeto, mas geralmente eles assemelham-se a crianças se divertindo e redescobrindo um ao outro. E essa é a palavra que melhor reapresenta esse jogo: diversão, do início ao fim.

(Imagem/Divulgação – Hazelight Studios)
  1. Hades

Por incrível que pareça, o melhor jogo que eu joguei em 2021 não foi lançado em 2021. Inicialmente, Hades só estava disponível para PC e Nintendo Switch, o que me impossibilitava de joga-lo. Em agosto, com o lançamento para as famílias de Xbox e PlayStation, finalmente pude conferir o que a Supergiant Games criou e o porque encantou tanta gente. No game, você controla Zagreus, filho de Hades. O plot principal gira em torno de suas tentativas de chegar ao Monte Olimpo e descobrir algumas verdades que envolvem sua vida. Durante seu trajeto receberá o apoio (e desenvolverá histórias e relacionamentos) com outros deuses e pessoas que encontrar no caminho.

A narrativa começa simples e vai te deixando intrigado conforme vai se desenvolvendo, que vai sendo contada através de conversas com personagens, flashbacks e também alguns pontos específicos em cada sala. Nenhuma rodada é em vão e nenhuma morte é desnecessária: a cada retorno e recomeço, novos acontecimentos desencadearão o andamento da história. Este formato de narrativa é algo similar ao que a Supergiant Games já havia feito em Pyre, seu último título, de 2017, que ficou muito bem casado com a proposta de Hades. O jogo é um roguelike e também dungeon crawler, mas com várias mecânicas de hack’n slash e RPG. Cada jogada é dividida em diversas “salas”, que são geradas randomicamente, variando seus inimigos, prêmios e bônus. A gameplay, a trilha sonora, a história… São tantas coisas que esse jogo realiza com maestria que a melhor coisa que posso fazer é simplesmente recomenda-lo. Eu me tornaria repetitivo, pois falaria por horas e horas o quanto esse jogo é incrível. De longe, a melhor experiência que eu tive com videogames esse ano.

(Imagem/Divulgação – Supergiant Games)

Curtiram a lista? Quais os melhores jogos de 2021 para você?